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Proposta BC para mudar o nome de fintechs pode chegar a Nubank, Pagbank e outros
Por Diogenes Freire Feitosa
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17/02/2025 às 10:55
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Atualizado em
17/02/2025 às 10:55
O BC quer impedir que empresas que não possam funcionar como bancos usem termos como “banco” ou “banco” em nome (foto: Marcello Casal Jr/AgÊncia Brasil)
A proposta do Banco Central do Brasil (BCB) – recentemente aberta à consulta pública – que busca disciplinar o nome das instituições regulamentadas pode obrigar a mudança no nome de instituições financeiras como Nubank, Pagbank e Banco Inter.
O BC deseja impedir que as empresas que não tenham permissão para funcionar como bancos para usar termos como “banco” ou “banco” em nome, que, de acordo com o BC, podem confundir o consumidor.
Nos últimos anos, centenas de fintechs – As empresas que usam a tecnologia para criar serviços financeiros digitais – entre os quais muitos têm uma instituição de pagamento, mas não um banco. Mesmo sem a licença bancária, não é incomum usar os termos “banco” ou “banco” nos nomes dessas empresas.
A consulta da resolução conjunta com o Conselho Monetário Nacional (CMN) foi inaugurada em 13 de fevereiro e receberá sugestões até 31 de maio de 2025.
A nova regra do banco central também será válida para o nome da fantasia, a marca e até o domínio da Internet das insipações.
O que os bancos dizem
Procurado por Gazeta do Povona segunda -feira (17), Nubank disse que segue as discussões e acredita “que qualquer regulamentação a esse respeito será estabelecida após uma ampla discussão e preverá um prazo suficiente para todas as instituições afetadas avaliarem toda a gama de possíveis hipóteses para sua devida conformidade” .
Nubank também declarou “respeita a legislação atual e possui todas as licenças necessárias para oferecer produtos atualmente disponíveis em sua plataforma e que a eventual obtenção de uma licença bancária não causaria uma necessidade de aumento de capital, considerando sua estrutura de conglomerados”.
Gazeta também procurou o Pagbank e o Banco Inter para comentar sobre o novo regulamento e aguardar o retorno.
Em um comunicado à imprensa, o presidente da Associação Brasileira de FinTechs (ABFIntechs), Diego Perez, reconheceu a “importância” da medida, mas enfatizou que a “proibição absoluta e abrangente” do uso de termos seria prejudicial aos fintechs.
“Essa restrição pode impactar negativamente os novos participantes, o que não teria acesso à mesma estratégia de marca e posicionamento do mercado”, diz um trecho da nota.
Comentando sobre a medida, o diretor executivo da Associação Bancária Brasileira como serviço (ABBAAS), Marcelo Schucman, citou riscos para a competição.
“Não somos contra, mas queremos entender melhor o objetivo do regulador com essa medida. Em termos de concorrência, teria uma dor relevante ”, afirmou.
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Dr. Marcelo Suave, Advogado e comentarista politico, casado, pai de uma linda filha, atua na área de familia e sucessão.