O governo de Tarcisio de Freitas (republicanos) apoia um curso sobre a ditadura militar no Brasil com aulas contra a história propagada por seu padrinho político, o ex -presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além do apoio institucional ao ar na própria divulgação, R $ 260.000 foram alocados pelo governo de São Paulo para o Instituto Vladimir Herzog, para promover um curso gratuito e um seminário sobre os fundos motivados do regime, neste caso, por alterações de deputados petistas.
Tarcisio já foi acusado pelo ministro das Finanças, Fernando Haddad (PT) por manter o silêncio sobre sua posição na ditadura militar – que já foi defendida por Bolsonaro em sua trajetória política.
Embora ele esteja entusiasmado com as realizações brasileiras, Tarcísio não comentou o Oscar recebeu em março pelo filme “I’m Still Here”, por exemplo, que lida com esse período marcado por desaparecimentos, mortes e tortura pelo estado brasileiro.
A contribuição financeira do governo de São Paulo para o curso “Memórias de Ditadura” e o seminário que será realizado na sexta -feira (4) ocorreu através da Secretaria de Justiça e Cidadania e é o resultado de emendas parlamentares dos deputados petistas da Assembléia Legislativa de São Paulo. O deputado Simão Pedro (PT) alocou R $ 160 mil para o curso, enquanto Beth Sahão (PT) enviou R $ 100 mil ao seminário.
Ambos os pagamentos se referem a alterações imponentes, que têm valores iguais para todos os deputados estaduais. O envio de emendas a organizações sociais, como o Instituto Vladimir Herzog, é uma prática regular e comum na legislatura.
Na semana passada, Tarcisio foi alvo da provocação de Haddad. Já chamado de amigo do governador, o ministro de Lula declarou, durante um evento, sem conhecer a opinião de Tarcísio, que tem formação militar, sobre a ditadura.
Procurado por Folhaa Secretaria de Justiça e Cidadania diz que não é para ela fazer “julgamento de mérito” sobre iniciativas financiadas por emendas.
“Os projetos mencionados no relatório são o resultado de imposição de emendas, cuja competência é exclusiva do poder legislativo. Os secretaria do estado são responsáveis apenas pela análise do plano de trabalho e pela documentação correspondente, de acordo com a legislação atual, sem julgamento por mérito sobre propostas ou apoio a iniciativas”.
O curso está disponível no site do Instituto e dividido em dez aulas de vídeo, cada uma ensinada por um professor e pouco mais de meia hora. Em uma das classes, focada na economia, o “milagre econômico”, um período de forte industrialização no país, é chamado de mito e exposto como um momento de manipulação da inflação, aumentou o endividamento e a demolição de estados.
Uma das classes refere -se aos “porões da ditadura”, como eram conhecidos os centros de tortura do regime. Nele, é mencionado uma pesquisa de um grupo apoiado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que lida com o relacionamento de empresas com a ditadura militar, entre eles, o grupo Folha. No texto publicado em julho de 2023, o Folha Ele abordou, em detalhes, o que aconteceu durante esse período.
A classe cita o acordo para a aprovação da lei de anistia em 1979, que visava perdão aos políticos perseguidos e também encerrou os agentes da repressão.
“A lei de anistia tem anonista [Carlos Alberto Brilhante] Ustra, por exemplo, um dos torturadores da época, lembrado por alguns políticos hoje “, diz o professor.
Mesmo sem mencionar nomes, a menção do lembrete do brilhante torturador Ustra evoca uma referência a Bolsonaro, que constantemente exalta os militares em seus discursos e, como deputado federal, mantinha fotos do coronel em seu cargo.
Ustra chefiou, em São Paulo, um dos órgãos mais violentos da repressão da ditadura militar, o DOI-CODI (destacamento de operações de informação center para operações de defesa interna), onde o jornalista Vladimir Herzog, que nomeia o instituto responsável pelo curso.
Bolsonaro já afirmou que “não havia ditadura”, criticou o regime de “problema”, defendeu a celebração da data do golpe de 1964 e disse que o Brasil seria uma “república” não foram os trabalhos realizados durante o comando militar.
O governo de Tarcisio já se posicionou contra a transformação da antiga sede do DOI-Codi em um memorial, apesar da pressão dos movimentos. Pesquisas indicam que pelo menos 7.000 pessoas foram torturadas e outras 50 assassinadas de 1969 a 1975.
Na segunda -feira (31), o golpe militar completou 61 anos. Em contraste com os recentes atos promovidos pela esquerda durante o período e contra o enredo de golpe, no qual Bolsonaro é investigado, os bolonaristas evocaram a lei de 1979 para solicitar à Anistia aqueles envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Dr. Marcelo Suave, Advogado e comentarista politico, casado, pai de uma linda filha, atua na área de familia e sucessão.