
A abertura, nesta quinta -feira (3.B.2025), a décima primeira reunião dos ministros do ambiente do BRICS, sob a presidência brasileira, o Ministro do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, destacou a capacidade dos países em desenvolvimento de conduzir uma transição global justa. Inicialmente formado pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, o quarteirão também possui membros da Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
“Representamos cerca de metade da população mundial e 39% do PIB [Produto Interno Bruto] global. Mais do que nunca, o [países do] O BRIC são espaços cada vez mais férteis para a inovação, ricos em diversidade cultural, com recursos estratégicos e imensa quantidade e qualidade de capital natural“, ele disse.
A reunião entre os ministros dos países membros do BRICS visa aprofundar 4 tópicos: desertificação, degradação da terra e seca; Conservação e apreciação dos serviços ecossistêmicos; Poluição plástica e ingestão de resíduos; e liderança coletiva para ação climática, com sinergias com a agenda de 2030, que é o plano de ação global das Nações Unidas (Nações Unidas) para promover o desenvolvimento sustentável naquele ano.
Os tópicos foram propostos pela Presidência Brasileira ao Grupo de Trabalho Ambiental do BRICS, para orientar as atividades que levarão à Declaração Ministerial e ao Plano de Trabalho Anual. Os textos finais definirão os caminhos aos quais os países seguirão em atividades de cooperação ambiental entre 2024 e 2027.
De acordo com Marina Silva, o plano de trabalho que será apresentado no final da reunião ministerial é o resultado de meses de negociação entre as equipes técnicas dos países do BRICS e fornece cerca de 50 atividades práticas, sobre tópicos como qualidade do ar, educação ambiental, biodiversidade, gerenciamento de resíduos e substância química, recursos hídricos, mudanças costeiras e mudanças climáticas.
Ao fazer uso da idéia de esforços conjuntos lançados pelo presidente designado para a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), André Corrêa do Lago, Marina convidou os países a se unirem aos impactos das mudanças climáticas, já alertado por todos.Os impactos em nossas populações, em particular os ecossistemas mais vulneráveis e economias naturais, requerem medidas concretas e urgentes para aumentar o ritmo atual da redução das emissões de gases de efeito estufa.“Disse o ministro.
Marina lembrou que em 2023 em Dubai Cop28, os países acordaram com o Balance Global (GST). Além de mostrar aos países do Acordo de Paris, os países avançaram na redução das emissões, também estabelece como triplicar a produção de energia renovável, duplicar a eficiência energética e iniciar a transição no final de combustíveis fósseis e desmatamento.
Para esse fim, Marina citou a importância de os países aumentaram suas ambições na apresentação da terceira geração da contribuição determinada em nível nacional (NDC). Até agora, entre os membros do BRICS, apenas o Brasil e os Emirados Árabes Unidos mostraram seus objetivos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
“Este é um passo fundamental para garantir a implementação dos compromissos que até agora fizemos na convenção de mudança climática. O Brasil fez sua lição de casa e apresentou -se a Baku [Capital do Azerbaijão] O objetivo de diminuir até 2035 entre 59% e 67% das emissões de gases de efeito estufa em comparação com 2005“Ele acrescentou.
Marina Silva citou a necessidade de expandir e fortalecer os mecanismos do financiamento climático, para que todos os países possam fazer a proteção da natureza, o aprimoramento dos serviços ecossistêmicos e a adaptação à crise global. “Planejamos a mudança, evitando seus efeitos colaterais ao máximo, antes de sermos tragicamente e incessantemente modificados por ela“Ele concluiu.

Dr. Marcelo Suave, Advogado e comentarista politico, casado, pai de uma linda filha, atua na área de familia e sucessão.