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sexta-feira, abril 4, 2025

Documentos do governo 49 Locais de tortura e repressão na ditadura militar

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Painel: Lula Documentos do governo 49 Locais de tortura e repressão na ditadura militar

O Ministério dos Direitos Humanos lançou uma publicação que mapeou 49 locais usados ​​para tortura e repressão política durante a ditadura militar, em uma iniciativa divulgada na semana em que o golpe de 1964 faz 61 anos.

O livro “Locais de memória da ditadura militar” documentou espaços que eram o cenário da tortura de manifestantes contra a ditadura e a resistência dos militantes. O trabalho faz parte da seção de memória e verdade do Observatório Nacional de Direitos Humanos, uma plataforma que reúne indicadores de direitos humanos no país.

Existem 17 lugares no sudeste, 15 no nordeste, 7 no sul, 6 no norte e 4 no Centro -Oeste. São Paulo (7), Pernambuco (6) e Rio de Janeiro (5) concentram a maioria dos espaços mapeados, incluindo quartéis, cemitérios, prisões, hospitais, parques e universidades.

Entre esses lugares estão os DOPs (Departamento de Ordem Política e Social), em São Paulo (SP), que abrigou um dos principais órgãos de repressão do regime militar. Hoje, o espaço se tornou o memorial de resistência, dedicado à preservação da memória.

Há também a Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), que trabalhou na primeira metade da década de 1970 como o Centro de Tortura Clandestina liderado pelo Centro de Informações do Exército. Cerca de 20 prisioneiros políticos teriam passado, dos quais apenas o ex-líder de Var-Palmares, Inês Etienne Romeu, conseguiu sair vivo. O local se tornará um memorial dedicado à preservação da memória e à valorização da democracia, de acordo com o Ministério dos Direitos Humanos.

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Em Recife (PE), o Mapeamento Espacial Histórico era a antiga sede dos DOPs, um dos principais centros de repressão do Nordeste. Lá, os oponentes da ditadura foram questionados e torturados.

O rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR), registrou desaparecimentos forçados, transferências clandestinas de prisioneiros, incluindo a Operação Condor, aliança entre ditaduras de países sul -americanos na década de 1970 que buscavam a troca de informações de inteligência e perseguição de inimigos.

Paula Franco, coordenadora geral das políticas de memória e verdade do ministério, destaca a importância desses espaços para a construção da memória coletiva e o fortalecimento da democracia. “Estes são lugares que mantêm memórias sensíveis, de realizações traumáticas e violentas, mas também de experiências resistentes”, diz ele.

 

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